|
|
 |
Prosa |
Extra ! Extra !
Exclusivo, fato fenomenal hoje no diário de Goiabal, depois de anos anunciando óbitos de vez em quando, finalmente um furo, uma notícia sensacional: Égua é comida por tubarão atravessando igarapé ao lado do cavaleiro. Vamos aos fatos: Estamos aqui no exato local onde esta manhã, às sete e setenta aproximadamente Do dia dez de eneiro de mil novecentos e alguma coisa, égua da raça dos pangarés é impiedosamente devorada por tubarão faminto, em respeito a sua dor não entrevistaremos o cavaleiro, conseguimos apenas uma comovente declaração: - Essa égua era a minha vida. Desculpe telespectador
Mas não pude conter as lágrimas diante... Já no céu a coisa foi diferente, nosso jornalista de plantão São Beto Monstro Marinho, que pra subir até os bem aventurados se disfarçou de arcanjo, por sorte ninguém notou o rabinho dele; Como foi pra senhora dona égua? - Olha seu doutor, foi uma maravilha, Eu só fazia carregar peso o dia inteiro, tomar esporada, reiada, chicotada, era um inferno, inclusive o sinhô deve di tá sabendo muito bem cumé que é agora que habita o próprio né, já o céu é o céu essa belezura Ihh! Ihhh! (relinchos ). Enquanto assistiam a essa entrevista pegamos uma jangada e fomos atrás do verdugo tubarão, tentamos nos informar com um cardume de tainhas mas na hora que ouviram a palavra cação debandaram desarvoradas , foi o caranguejo que delatou : “ É, passou por aqui hoje cedinho, indo do mangue pro mar, arrotava e fumava um porronca, tá sesteando mais alí numa gruta, mais adiante o encontramos, ficou furioso porque o acordamos em meio a sua siesta e bradou: - Comi mesmo, era uma potranca, ô carninha mais dura, era só músculo e nervo mas deu pra fazer uma boquinha huc! huc! (soluços). Acabamos de ouvir de primeira mão a declaração do dito cujo, vejam vocês o sangue frio deste peixe. Ficamos por aqui , termina mais um programa da Rede Goiabal de notícias, a voz do povo goiabense, fiquem com nossos comerciais e até amanhã .
À G.R.Dostoievski
Escurinho d`ante manhã , fresca hora do orvalho , embrenhada na mata descansa a anta deita-escorada num pau véio doido , mais prá pista um bando de guariba atrepado cumendo piquiá , dentro d´oco dum toco sonh´a paca suas visagi , na boca da capoeira o mateiro roe o caroço d´andiróba , no terreiro a mucura dá de pau nos marí , nesta penumbra o momento de maior luz , ao leste Apolo azuleia , é plenilúnio , no poente é Jachy dizendo tchau , no breu da casinha um homo quase meio sapiens acende o fogo pro chá , pro peixe , pra macaxeira , pr`ajudar os astros num instante onde todos faróis juntos malemau silhuetam o vulto , quando a memória inda pexinxa as esfinges à Morpheu, liga o motor a Brasília 79 bége, ergue seu herege ronco sobre o festerê da passarinhada .
Neste dia ninguém cumeu piranha , tem muito espinho e gosto de nada , só chupou o caldo bem temperado porém inssôsso , o carro pegou a estrada , deixou pra traz cachorro , gato , papagaio e uma fumaça catinguenta duma gasolina suja a empestear o carburador da vida , senta a púa ! cabeçote baixo , perno fino , 1600 , voa a oitenta , chega à cidadeca , vai ao banco , no caixa eletrônico só mermo o pira-piré que vem de crédito na conta como corda pro caboclo s`enforcar , saca tudo , fica com quinhentão de débito e vai tomar uma gelada ,enche o tanque no posto , já voltando no rumo de casa para na corredeira e dá um tibum que a lua era de rachar , saindo pra BR de novo avista duas quenguinhas - Prondié qui seis vão ? - Tamo vadiando e tu prondié que ta indo ? - Pra casa , bóra ? A Denise diz pra outra : - Vem ele é legal , vai pagar cerveja pra gente ! - Compra cigarro também ? paga cerveja mermo ? - Bóra muleca , cuida que o sol tá quente . " O gaio da roseira " - Ai que musíca horrível ! - Doqueque seis gosta de ouví ?-Forró - Mas isso é forró porra ! - " cintura cintadinha , bem fininha de pilão " - Ai crédo - vai dizê que isso num é forró caralho , seu Lula o rei do baião - Minha mãe escutava essas coisa , tróço velho!
Detalhe , essa madre é quem cuida dos menino dela lá em Manaus , o pai dos pruguélo era traficante e morreu na cadeia , ela é viciada em pasta e veio parar num brega nesse cú do mundo , 20 anos , boazinha de lombo , sempre pinta o cabelo , agora ta vermelho sussuarana , na maior rebordosa , a outra tem 16 e ainda não faz pograma , deve di tá amasiada cum algum véio daqui , fugiu da escola em Rio Preto da Eva e tem quarto alugado na pensão da dona Clara , frente à finada Vitória , a vizinha do lado é a Aninha kill bill , também vive pra fumar méla , peituda e magricéla , vai pro quarto por qualquer 10 , 15 conto tadinha , jura que tem 18 , mora cuns nóinha do movimento que ficam cumendo os viado que passa baguio pra se noiar et coetera e tal , dotro lado tem uns pé inchado da lavra , parecem profétas do final dos tempos , embaixo mora a ninhada da senhoria , a Bréca (pense uma moça levada) , a Martinha , a Veni e o unico varão ( que deus o tenha neste dia de hoje ) 26 anos , 7 filhos , a atual esposa tem 15 e não pesa um quarto do peso dele , esse cabrão é a prova cabal que tem mulher que gosta mermo é de apanhar , bom parceiro de copo , um ótimo rapaz...
Pelo caminho passaram por Massarico o borracheiro , que passara uns tempos pras bandas de Rorainópolis , no 500 , botou venda mas uns caras de moto roubaram alí e ele faliu , uns meses depois acabou o combustível dos bandidos na vila , foi chumbo pra todo lado , morreram os dois que já tinham assaltado muitos naquele trecho , agora ele tá de volta a Pres. Famigerado ( e não no sentido recriado por G.R.) Pararam no Floresta pra pegar umas latinhas na Ursa crente , que já fôra amazona na antiga fazenda Rio Negro , ainda mocinha , já gostou duma cana , enterrou muito marido ...
Seguiram no trecho , passaram o Pedro mentira , esse é dos bão , umas putinhas distraiam os camioneiros na venda , ele tirava a cassiterita dos caminhão do pitinga e jogava num igarapé no meio do mato , chamou um pastor evangélico pra mostrar a mina de cassiterita submérsa , o pastor comprou a mentira cum terra e tudo por um dinheirão , esse cabra apronta cada uma ! ( essa no caso com 100 anos de galardão )
Pararam na venda do Cacau pra deixar um saco de farelo prá dona Juana , passaram o Pretinho , o Maranhão , o cabo Moleiro , o Coromé e alí frente ao ancião jurástico o sítio donde teve início o causo em questão , algo entre Passárgada e Picapauamarelopiriquitoazuldechinélo , traçaram traíra assada , cum farinha é claro , pimenta , castanha , mandumbim e o tal caldo da piranha , a oncinha ( kenga ) queria uma oncinha ( de 50 ) , foram pra briga e nada , o tacape do tarzã tava mais triste que maria mole de clara em neve dos balcões de buteco do final dos anos 70 , depois as coisas mudaram , não se viam mais guloseimas de abóbora e batata doce roxa de casca dura , apareceu o dipilique e com ele chocolates e chicletes que foram substituindo o dadinho , o arroz doce e o pé de moléque , mas retomando a brochada , como ia dizendo , naquele dia ninguém cumeu piranha...
No retorno prá Pres. Fica o medo , deixou as meninas na pensão e largou pro bréga tomar umas , jogou uma sinuquinha no Tamanduá , topou a Alva no brega da mãe dela , a Preta , todas filhas são da vida , buchuda de 7 meses do terceiro filho , tem 19 , entrou na profissão com15 , na manhã em que pariu o segundo rebento tinha varado a noite fumando méla , tava alí tumando uma celvejinha e convidou o abestado pra alugar um quarto e passar a noite com ela , tinha ficado jogando cunvérsa fora cum corôa gente boa foragido da Gambôa , aliás , ele admite sê-lo , a maioria aqui o é sem admiti-lo , se os ómi batesse a ficha de cada peão rodado nesse buraco isso aqui ficava era vazio , já eram duas e meia , mas oque queria realmente a Alva era ficar fumando pasta a noite todinha cum as amigas dela , eram tres putinhas , duas prenhas , uma de 5 , outra de 7 meses , quem num tava era a ciganinha , foi pro uqarto cum nego véio mais bêbo que gambá quando vira carga de coróte , a surucucu de 5 meses tava com um rapaz dos canaviais , acabara de pegar salário , tinha muito oque depenar , a Alva acabara de limpar os derradeiros 10 real do cabra da brochada pra pegar uma paranga do tal mélobrega , fumou , fumaram e fumaram até que só o corôa tinha tostão , a ciganinha provocava p´los cantos do quarto , tavam todos no mesmo muquifo , a nóia dela era coçar piolhos imaginários na cabeça cum cara de retardada , sorrindo , a questão era a seguinte , tinham que dispensar o panaca da Brasília bége pra Alva ajudar a ciganinha já fora de sí , a limpar o negão , o dito que se individara estava lizo e bravo porque Alvinha não ia pro quarto com ele , ela mandava esperar , e ele heróicamente disposto a passar o maior papelão da estória , dizia : -Vou acordar o seu Félix ( o senhorio ) Pra me mandar ! Euréca ! a surucucu do brejo então de 5 meses pegou logo , gritou : - Seu Félix , tem um aqui que num deixa ninguem dormir em paz ! - Ela ta mentindo seu Felix , é a Alva que não quer ir pro quarto ! - Pois pegue o dinheiro de volta e se manda daqui ! Dizia a mãe pra filha - prá isso que voce quís fica aqui ? e como é que vai dar de comer amanhã pros teus menino ? o pobre diabo choramingando dizia - se num vai fazer isso cumigo né alvinha ? bóra pro quarto ! - cadê teu dinheiro ? - mas já me devia o programa alvinha ! arremata a surucucu de 5 meses - é num tem dinheiro se manda!
Ronca o motor 1600 na cidadéla morta , rasga a noite no rumo de Boa Vista , uma sinfonia hermética e aparentemente caótica , no extremo do dionisíaco onde abraço seu oposto suposto , sob o clarão do luar e o cintilar d´estrelinhas sem cabo , em láctea sudeste noroeste ou leste oeste que seja , pé na tábua em negra rodovia , a paca apanha o buriti , os catitu pr´arriba da nascente comem a sóva , aquela anta que dormitava ao alvorecer devóra a bacatarana na brenha do rochedo...
Karai Mirim
Dedicado im memoriam a um recente e jovem amigo (fi) Naldo
O cachorro e o grito
(Cãonto em tres cãotos)
Bóra alão , vem menino , mas hunde tu tava ? divido o prato cum ele , certa feita me salvou a vida , se não der pros dois come só ele , tinha arrumado uma dona e o ex dela arresulveu de me pegar , de madrugadinha acordei cum o bicho latindo , vinha lá uma moto , sartei da rede na varanda , fui pra dentro da casa e carcei na 12 véia, nisso prá buta o cartucho acendí a lamparina , os cabra dero meia volta e num vortaro mais ; se esse jagua fareja os porcão pode ir de atrás , quele vai dar no bando , daqui um pouco évem nu´a carreira doida e os quexada currendo pra pegar ele , tátátá, tátátá, tátátá , vem batendo os queixo , atrepo num pau e amanso chumbo , são tirrivi , a mãe desse cachorro eles cercaro e num durou nem um minuto , num ficou nada , o primeiro que passou perto virou a cabeça e os dente feito saibro pucharo as tripa tudinho pra fora , ela tinha um irmão chamado 27 , esse foi um bandeiraque deu cabo dele , ficou de pé e esperou pro abraço , quando o 27 botou pra cima o tamanduazão cravo as unha nele , furou as veia e caiu alí mermo , papai dizia que é melhor que mesmo , tem mar e ermo , uma maré eu nem num jamais mirei , fica ao menos no dito ; Crescí num socavão na beira do rio , de bubuia nu´a palafita de ripa de juçara e palha de carãnaí , tinha muito irmão , irmã , macaco , papagaio , quem cumia rápido os peixe , cumia mais , a mana caçula , Maria José , ficou logo uma macetona duma nega , desembestou a parir cum 11 anos e passou mais de 10 anos butando bacurí um atrás do outro , tipo escadinha , tudo filho de boto ; eu num me dava cum as espinha , m´engasgava , cravava nos dentes , medrei mirrado , miúdo , menor , mas era ruim no mundo , o cão botou um curisco graúdo ardendo nas entranhas desse cerbero , sabia cavar falta que só nas pelada , saía bola , era pro meu time , ganhava no grito , catingueiro , gabola , metido a valente , tava sempre assuntando um meio de malinar os outros , tanto que nada me faltou , tanto fiz e desfiz prá acabar isolado nas ribanceira dum igarapézinho furréba , eu , vindo do grande rio , que era negro e farto , meu avô era índio brabo , sobreviveu só ele só , da aldeia dele , quando uns caputino dero de presente umas cubérta , dueceu tudinho du´a maleita orrivi e fôro difinhando , minha vó , Pura Maria , veio retirando do sertão e domou o velho , minha tiarada da parte do papai era quase em vinte , naquele tempo num tinha tivilizão , a bicharada era mansa e farta , muito peixe e pouca gente viva , os vizinho era anhanguá , a juma , o chupa cabra , caipóra , boi da cara preta , lobisomem...
Cãotu segundo
A Podenga é mana do Alão , braba , braba , pintiei ela cum dente de piranha na lua nova ; minha graça é José tal qual papai Zé Maria , o mais velho é Zé Pedro , o caçula Zé Juão , eu suo Zézé , parece arrumação de gringo que leva o carro na frente dos bois ; Mais aculá , subindo o igarapé umas duas horas tá uma quase vilinha , é que tem a venda , o grupo escolar , fizéro inté posto de saúde , os médico vem quase todo mes , falta é telefone pra chamar a bulânça , todo fim de semana é um furado de faca , o melhor é jogar na agua pras piranha , uma cambada de foragido enchendo o cú de cachaça ; Tinha alí uma moça da casa dos Rosa , a mais nóvinha , um pitéuzinho , 13 cajuzinhos , ajunto cum um agua morna , pião mais sem futuro , rapaz , nem prenha tá , só pruque o inséto tem uma porcaria duma carroça , uma rural toda escambichada ; ela vévi agora de cara amarrada , foi mora num quarto de alugué na cidade , vévi trancada , sabia pelos outros , que num boto a cara prá fora dessa cacaia dos cafundó , onde Judas perdeu a tampa do dedão e despencou céu afóra , dize que naquele tempo o praneta era quadrado , mocozado , tive aí uns póbrema cum a puliça , tava apostando cum muleque no bilhar , ele levou uma buchuda de cara , valendo latinha , aí falou todo gaiato : A primeira é dos pato , vamo valendo a caixa , arrespondí : Mas rapaz , eu jogo isso e bilhar ; nisso ele tomou foi uma liza , sinfezô e deu dom o taco na minha cara , cãocruzão , passei a pexeira no dizinfiliz e abrí no muno cum mais de mil . Da derradeira veizi que ví Juana das Rosas nas bandas de cá , visitava os pais , tinha a testa enrrugada , os ombro e as anca mais largo ´os peito maior , mas peitinho de caber na mão , já umas varizi na côxa grossa , fiquei aguniado vendo uma menina que era uma fulô hoje sem um viço , hoje mulher feita , um mulherão ; um dia arrisquei meu pescoço e fui na cidade ver onde ela morava , donde murcham petalas que foram tão bem feitinhas , o curtiço onde fica a casinha dela ta arrudiado dum mulherio cria da senhoria , que se num morre de inveja dela é quéla se tranca o dia inteirinho , mas quando dá as caras pra estender roupa no varal ou ir até o mercado é uma rivilia , as muié olhando feio préla como quem quer matar e os omi tentando disfarçar mas não resistindo e admirando a beleza divina da criação , o coração late no peito , se essa moça aqui na cidade assim no viço da idade , desse pra ter graça , risos e simpatia , murria um por dia na porta da casa dela , o primeiro que ticavam era o fuleiro do marido , ficava mal falada , as vizinha fazia dela Malena Madalena , cada quenga se fazia santa pra atirar a primeira pedra , quem olha repara , reparando admira , dimirado deseja , desejando fica louco , a mulherada chama ela de cadela pra baixo , ela tadinha , que nunca feizi mau pra nenhum , quem tem curpa de nascer assim du´a buniteza tão furnida ? Aúúúúúú´........
Cão tu terceiro
No mato é ta atento pra matar a caça ,cada segundo na escuta dos baruio na mata , a espera é a esperança da presa , agente ta presente todo instante , se o Alão late e se arrupeia é Maracajá , se ele se acovarda é canguçu , de noite sentado na rede das veizi se ve uma estrelinha entre as guampa dos pau , um chiado nas foia , alumeia o fóco , um 15 quilo no uixí , um péba na bacaba , um pipoco e pá neles , panela , sarto do muta , os bicho marrado em casa , num gosto de butá toco , é arriscoso , tiro vazio , papai tinha um cachorrinho chamado Pirarucu , égua ! eu gostava desse bichinho , era menino , o danado nadava feito peixe mermo , inté qui um mardiçuado dum vizinho , tal de Saúva , começava as caraminhola dele dizendo que com ele é diferente , diferente o tóba degranhento , colocou na vareda um toco e o Pirarucu passou , cabum , babau , cabou-se o bichinho , da gosto é ver eles cumendo carne crua , como são esganado , por mais agente possa estragar um animal com nossa presenç´ausência ele guarda nele o lobo guará , o grxaím sovage ; prego , aranha , barrigudo , guariba , num mata é cum nojo , respeito à família , num sei de onde o homem tirou a idéia furada de que um dia deixou de ser macaco, esta desrabado e doente da cabeça , tem o tumor da razão , sem contar que vivem se enrabando , não sei se a cachorrada faz qualquer pinguélo entre o eu insimi´s o feijão e culhê a vági pra cumê , eles num entende nem cumu é qui eu como feijão , mato eles come pra passar dor de barriga , mas quando ! se eu fulheio um jorrnal onde veio embruiado algum troço , quando eles vão entender ? Distração deles é roer osso ao sol , se me aquéto detam e esquecem da vida , eles sonha , parece falar dormindo , eles peida , agente não , vira lata é que é bão , esses de raça num vale é nada , mas deixando de grunhido , das veizi uma broméia fulorida préfuma o ar e dá vontade de tomar uns tragos .... agente enrola um cigarro ... que nem só de cão vive o homem .
Karai Mirim
... em lugar comum
Brasileiro , o povo sem pátria , o pasto de outras nações parasitas , onde o governo jamais teve soberania pra defender o interesse de sua gente , defendeu sim o interesse dos donos das terras e das indústrias que defenderam o interesse do algoz estrangeiro , é uma tristeza constitucionalizada , a miséria , violência , oba-oba , o não ver por onde poder agir pra que mude , uma impotência da alma brasileira , sujeita de pés e mãos por uma imprensa a idiotizar as massas , distorcer a vida , e a nova geração quer ser do mundo , sem pés pra caminhar almejam o vôo , aqui não há oque fazer , o cidadão , mesmo sendo senhor de sí estara sempre doando involuntariamente seu suor pra manter a injustiça , o jugo da escravidão jamais nos deixou , nunca houve uma independencia ,nosso Dom Sebastião é um João mítico e esquecido , como todo passado aqui , é blasfêmia e podridão , quem sabe de sí sabe da corrente arrastada pelos séculos , da covardia colonial , fascista , militar , neo-colonial , eternamente colonial , a população precisa de consciência historica , de coesão ideológica por algo tão simples , a autonomia política , enquanto os filhos e netos da vida perpetuarem a falácia de seus anscestrais o Brasil continua a ser o pais do futuro , pois que nunca esteve presente como nação sabedora do melhor de sí e seus pequenos ,o servente a virar a massa , a fachineira a limpar o vaso , esses mudos hereditarios , quem quebra a pedra , arranca o toco , rompe o ferro , sangra o mau .
Karai Mirim
|